Era eu tão pequenina
nem sequer havia sonhado,
pelo que aquele corpo velho
outrora tinha passado.
Foi então que se sentou
no baloiço junto a mim,
e muito meiga me contou
como tinha crescido assim.
Então, dizia-me ela,
todos os tempos de prisão.
com guerras e ditaduras,
muita dor no coração.
A história era tão longa
que acabei por adormecer,
sonhei com o que foi contado.
Esforçar-me-ei por descrever.
Tudo era a preto e branco,
as crianças nem brincavam.
com aqueles tempos dificeis,
muito cedo trabalhavam.
Neste meu sonho cinzento
foi-me possível assistir,
alguma cor alegre e viva
que me fez tanto sorrir.
Quando acordei de repente
as crianças já brincavam.
Eu tinha crescido muito,
e as pessoas nem notavam.
Escutei com atenção e,
com tamanha vontade,
o final daquela história
era então a Liberdade.

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